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A GINÁSTICA LABORAL

 

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Na atualidade cada vez mais os gestores e os empregados vão conhecendo e tomando consciência a respeito da importância do exercício físico para atingir um melhor bem-estar. Muitos deles encontraram na prática da atividade física (condicionamento físico, fitness, yoga, musculação, aeróbica, futebol etc.) antes ou depois do trabalho como método eficaz para combater o estresse, o cansaço mental e os efeitos do sedentarismo, sendo uma forma de manter o corpo, além de cuidar do colesterol, triglicerídios, obesidade etc., e assim evitar doenças futuras.

Para compensar os esforços diários dos trabalhadores; movimentos repetitivos, posturas incorretas, ausência de movimentos etc., o ato de recorrer à ginástica laboral é uma forma eficaz de prevenir ou atenuar os danos que podem ser originados das atividades trabalhistas. A ginástica laboral se originou na Polônia, em 1925, conhecida como ginástica de pausa, era destinada a funcionários de fábricas. Anos mas tarde, instalou-se na Holanda e Rússia, e em inícios dos anos 60, na Bulgária, Alemanha, Suécia e Bélgica.

No Japão da década de 60 houve uma consolidação e a obrigatoriedade da Ginástica Laboral Compensatória (GLC). A ginástica trabalhista é uma técnica de cinesioterapia do trabalho com exercícios preparatórios e compensatórios, auxiliares na prevenção e no tratamento com a finalidade de compensar as estruturas físicas mais utilizadas durante o trabalho e ativar as que não são requeridas.

Ginástica Laboral

A GINÁSTICA E O TRABALHADOR

O desenvolvimento do homem está intimamente vinculado ao movimento, além disso, sem o movimento a espécie humana se eliminaria, pois são bem conhecido os efeitos negativos do sedentarismo sobre o organismo. É por isso que na mesma medida em que se desenvolve a tecnologia e a automatização na sociedade, nessa mesma medida vai tomando importância a realização de exercícios físicos.

Como maior exemplo, pode-se citar que a DORT não era praticamente conhecida a somente duas décadas. No entanto hoje em dia, é um dos problemas que a maioria das grandes empresas, sobretudo as que têm redes de computação, enfrentam. Naturalmente, a solução disto não está em eliminar a rede, isto afrontar radicalmente o desenvolvimento, sendo que a solução está em preparar ao homem no aspecto biomotor para suportar os embates do desenvolvimento e que este não o afete em sua riqueza maior e natural, sua saúde (LIMA, 2004).

Sem saúde humana não existem nem riquezas materiais nem espirituais. O investimento que se faz na realização de exercícios físicos sob a orientação de um profissional da atividade repercute de uma forma positiva não só no aspecto da saúde, onde vai existir um aumento da capacidade de trabalho física com um incremento das capacidades biomotrizes (força, resistência, etc.); o que produz uma maior resistência ao embate das doenças. A este último elemento é necessário analisá-lo em seus dois aspectos econômicos básicos:

- O aumento de gastos necessários para a compra de medicamentos (cada dia mas caros) para restabelecer a saúde; podendo existir a possibilidade de que esta recuperação não seja total ou cura, mantendo-se algumas delas na forma de doença crônica com seqüelas ou sintomas que podem exacerbar-se em determinados momentos (crises), de acordo com as diversas monografias de Medicina elaboradas sobre os gastos de saúde.

- A redução (parcial ou total) primeiramente de dinheiro ao salário, devido à não assistência ao trabalho durante o período da doença ou nas crises dela (POLITO, 2002).

No entanto, quando se refere à população que possui determinado tipo de doença, o elemento exercício físico demonstra uma importância muito maior; pois este atua, sempre que a doença o admita como parte do tratamento, como uma terapia de caráter ativa que não vai produzir efeitos secundários negativos, sempre que esteja bem orientado e planificado por um profissional da atividade; aspectos estes que com o medicamento, em uma boa quantidade de casos não sucede assim, pois o medicamento, devido a sua própria composição (química ou natural) equilibra aquele sistema ou elemento que se encontra desajustado no organismo, mas também pode afetar ou debilitar a outros órgãos que conformam o sistema humano.

Com a atividade física, devido a sua ação ou efeito integral no organismo, este vai criar uma resistência ou fortaleza não só contra a doença que está padecendo a pessoa; senão também fortalece a todos os sistemas do organismo a ser mais resistente para a aquisição da mesma(LIMA, 2004).

Produto da ativação do organismo pela ginástica, existem duas hipóteses, ainda por comprovar, com relação ao efeito do medicamento num organismo que faz exercício físico com fins terapêuticos. Estas hipóteses são:

Devido ao fato de que o organismo se encontra em ação constante, aspecto este que com o exercício se aumenta, quando uma destas ações se altera (doença) com o estímulo do medicamento volta a adquirir essa função mais rapidamente e é então que se precisa de uma menor dose do mesmo.

O medicamento aumenta seu potencial terapêutico quando este se combina com o exercício físico como complemento de seu tratamento médico e portanto, é necessária uma menor dose em sua aplicação.

Isto é de essencial impacto devido ao custo envolvido no tratamento de doenças dos funcionários e suas faltas laborais.

Um estudo realizado em uma empresa com 300 trabalhadores demonstrou que a realização de ginástica laboral na empresa propiciou uma economia de cerca de 73% sobre os gastos com casos de estresse e DORT ou tendinites, sendo que também a redução do número de faltas por estes motivos foi de 86,6% (BARBOSA, 2000).

Estes resultados, divulgados em uma excelente dissertação de mestrado de caráter monográfico, encontram-se altamente ligados à ação pedagógica direta do profissional responsável pela ginástica laboral no momento de desenvolver a sessão, a qual se manifesta nas correções de erros, a dosificação que vai realizando (aumentando a intensidade, dinâmica e amplitude dos movimentos) ambos de caráter individual, a própria voz de comando (tom) do professor e outros fatores; todos no momento em que se está executando os diferentes exercícios na classe; têm um efeito biológico significativo que repercute positivamente na saúde, na obtenção dos resultados e, portanto, no aspecto da economia individual gerada à empresa.

De acordo com pesquisas realizadas em São Paulo, para cada real que a empresa investe em ginástica laboral ela obtém um retorno de três reais, o que demonstra a economia gerada a partir de tal ato (LIMA, 2004).

Esta economia é ainda maior quando a empresa também coordena ou encontra-se ligada a um plano de saúde, devido à economia advinda também deste campo. Isto se dá no âmbito da economia empresarial, onde também se apresenta maiores vantagens pois com a aplicação de exercício físicos num momento da jornada trabalhista, em suas diferentes manifestações, além de produzir um descanso ativo (como se sucede no treinamento desportivo) esta parada não vai repercutir negativamente no fluxo de produção, pois o tempo que se dedica a esta atividade (aparentemente perdido na produção) é de poucos minutos, o qual se recupera e inclusive se supera na produtividade dos trabalhadores, pois depois da realização do exercício físico, os mesmos tem um início e disposição para o trabalho superior a antes da realização dos mesmos, sendo estes excelentes objetivos da pesquisa monográfica sobre este tema que fará parte do projeto de pesquisa.

Por outro lado, o organismo do trabalhador vai se fortalecendo trazendo como conseqüência uma redução nos acidentes trabalhistas, devido ao fato de que aumenta a capacidade de trabalho e com isso a resistência ao trabalho. E finalmente, com a aplicação dos exercícios físicos no âmbito trabalhista se reduz, devido ao proposto anteriormente com relação à capacidade de trabalho, a incidência de ausências por doenças ao trabalho (BARBOSA, 2000).

Ginástica Trabalhista nas Empresas

A PRÁTICA DA GINÁSTICA LABORAL NAS EMPRESAS

Devem ser realizadas diariamente no próprio lugar de trabalho, seguindo seqüências, orientações e protocolos técnicos elaborados por um profissional da área. São um conjunto de exercícios físicos desempenhados pelos trabalhadores atuando de forma preventiva e terapêutica, não produz desgaste físico, porque é de curta duração e o trabalho é desenvolvido enfatizando-se nos alongamentos e na compensação das estruturas mais afetadas nas tarefas operacionais diárias de cada setor da empresa.

Os exercícios se realizam no próprio posto de trabalho com a mesma roupa de trabalho, pois se trata de uma ginástica de pouco tempo (máximo 8-10 minutos). A essência fisiológica da ginástica trabalhista no trabalho esta fundamentada no fenômeno que demonstra que o repouso não é sempre a melhor forma de descanso.

Este processo é o que serviu como base para o desenvolvimento do bem chamado descanso ativo que se utilize na forma de ginástica no ambiente de trabalho. Sob o efeito do emprego sistemático de atividade física laboral, se evidenciam mudanças positivas no estado geral de saúde. No trabalho intelectual, a prática da atividade física reduz a tensão neuropsíquica e cria um fundo emocional favorável.

O objetivo específico da ginástica laboral consiste em que o trabalhador atinja um condicionamento adequado para a atividade trabalhista que vai executar, já que ao início da jornada há certa falta de coordenação entre os ritmos da atividade do organismo, requerendo-se pelo menos entre 20 e 60 minutos de adaptação, dependente da complexidade da tarefa e outros fatores, para que se ajuste à atividade do sistema nervoso central.

A estratégia é trabalhar aqueles músculos que menos são ativados na jornada laboral para acelerar a recuperação naqueles que são fundamentais no trabalho, para que assim desta forma se produza uma recuperação da capacidade destes músculos durante sua jornada, o que provoca uma forma ótima no desenvolvimento do trabalho, aumentando sua produtividade.

Esta ginástica pode ser realizada em diferentes momentos: introdutória (início da jornada laboral), compensatória (durante o momento de maior fadiga, onde começa a diminuir a produtividade do trabalhador e ao final da jornada (a menos utilizada).

Os exercícios iniciais têm uma duração entre 5 e 9 minutos antes de começar o trabalho, incluem um conjunto de atividades elaboradas considerando as especificações da atividade laboral. Depois de vários exercícios de estimulação geral, executam-se outros que iniciam o funcionamento dos grupos musculares que não participam de modo ativo no processo do trabalho, e seguidamente, fazem-se exercícios, de imitação, os quais asseguram o ajuste do organismo à atividade que se vai desenvolver.

Este tipo de atividade física corretamente estruturada aumenta a capacidade física do trabalho, previne o surgimento precoce da fadiga e inclui de modo favorável no consumo de energia durante o trabalho, na atividade dos sistemas cardiovascular e respiratório e como todo exercício físico, exerce um efeito geral favorável sobre a saúde.

As pausas laborais ativas têm maior difusão devido ao efeito que exercem sobre o trabalhador; como bem se sabe durante o dia a capacidade de trabalho vai diminuindo gradualmente pela fadiga, a qual esta relacionada com o desenvolvimento de inibição cerebral. Estes exercícios têm uma duração entre 5 e 7 minutos e se realizam uma ou duas vezes ao dia durante o turno de oito horas, especificamente, quando se detectam os primeiros sintomas de cansaço.

O momento de incluir estas pausas, estabelece-se em concordância com a carga de trabalho estabelecida. Portanto existe a intenção de incrementar a qualidade de vida laboral pela ginástica, que consiste em melhorar as condições de vida do trabalhador quanto ao conforto, comodidades, melhor ambiente, melhores relações trabalhistas, etc.

Procurar formas de minimizar os esforços físicos e intelectuais através de atividades físicas e lúdicas no ambiente trabalhista. A ginástica laboral é desenvolvida de acordo com a necessidade e realidade de cada setor, por este motivo, a empresa deve seguir as seguintes etapas:

1 . Diagnóstico ou constatação da necessidade da Ginástica Laboral
2 . Apresentação de uma proposta ao setor administrativo da empresa.
3 . Tomada de consciência por parte dos trabalhadores.
4 . Confrontação dos dados anteriores para compará-los ao primeiro ano da implantação focalizando-se no número de ausências por lesões, acidentes e na mudança da qualidade do meio social do trabalhador.

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